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O São Paulo divide com o Flamengo a honra de ser um dos pentacampeões do Brasileirão.
A equipe brasileira mais vezes campeã mundial e da Libertadores, agora precisa de 2 pontos para se transformar na maior papa tÃtulos dentro do paÃs.
Para obter o hexa, além do inédito e impressionante tricampeonato, talvez nem precise pontuar.
O Grêmio, único com possibilidades matemáticas de impedir a conquista são-paulina, sequer poderá empatar de agora em diante.
A vitória contra o Vasco, mais a derrota gremista diante do Vitória, quase definiram o campeão brasileiro de 2008. E deverá ser o mesmo dos últimos dois anos. O São Paulo de Muricy não fez uma grande apresentação, entretanto mereceu a vitória nesse domingo.
Foi uma partida de contrapontos.
Da frieza são-paulina contra a ansiedade vascaÃna.
Da inteligência tática dos atletas de Muricy, diante dos motivados e impulsivos jogadores de Renato Gaúcho.
Da tranqüilidade do campeão frente o desespero do gigante que busca força até onde não existe para ficar na elite do futebol nacional..
O Vasco, sem dúvida, fez um jogo de superação.
Foi guerreiro e solidário, entretanto parou nas próprias limitações técnicas.
Após sofrer o gol de Jorge Wagner, ainda no primeiro tempo, conseguiu acuar os visitantes.
Madson, pela direita, encontrou bastante liberdade antes do intervalo.
Seu gol teve uma bela dose de sorte, entretanto premiou o atleta mais perigoso do ataque anfitrião.
Na segunda etapa, a partida foi mais parecida com a que eu imaginara durante a semana.
O pragmatismo do lÃder esfriou a torcida que lotou São Januário.
E mais um erro entre os muitos do sistema defensivo do Vasco na competição, acabou com o chute de Hugo dentro do gol defendido por Rafael.
Restou aos comandados de Renato uma opção.
Lutarem ainda mais.
Só um mentiroso afirmaria que os jogadores do Vasco correram menos do que podiam, que se esconderam na partida e não tentaram reverter a situação.
Ao contrário. Valorizaram bastante a vitória dos visitantes e ficaram próximos da igualdade.
Mas quando a grande chance é de Edmundo, o mais experiente, xodó vascaÃno, e ele perde o gol tal qual fosse Odvan, fica difÃcil tomar pontos do regular São Paulo.
A esperança na permanência continua, pois a derrota do Náutico contra o Figueirense teve cara de segunda divisão para ambos.
A torcida pode comemorar o tri.
Os jogadores não.
Eles farão uma partida emblemática, domingo que vem, diante do Fluminense, seu maior algoz na temporada, no Morumbi lotado.
Quem diria que o São Paulo terá a chance da conquistar o tÃtulo, em casa, exatamente contra o quem o eliminou de seu maior sonho em 2008, o tetra da Libertadores?
O mundo dá muitas voltas, mas para alegria da nação são-paulina, ele teima em terminar a temporada sempre igual.
Só um desastre tirará o primeiro tri do clube e da história dos brasileirões, além do inédito hexacampeonato nacional.
Muitos ainda torcerão por ele.
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