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Tradição, tamanho de torcida e o fortalecimento do futebol fora das regiões sul e sudeste foram alguns argumentos usados pelos blogonautas que discordam de minhas idéias sobre o campeonato brasileiro.
Tradição é algo deveras especial. Não se consegue do dia para a noite. É daquelas coisas que o dinheiro não compra do dia para a noite. Necessita décadas.
Nem todas as equipes tradicionais possuem grandes torcidas.
Entretanto não existe equipe de massa sem tradição.
As duas coisas juntas não bastam para o time ter nÃvel de primeira divisão.
Acima de tudo é preciso de jogadores e treinador capazes.
Médicos, preparadores fÃsicos, fisiologista competentes, salários em dia, e prêmio$ intere$$ante$ também dão vantagem ao clube.
Torcida grande e tradição servem para conseguir tudo isso.
Ajudam a arrecadar e contratar mais, e a garimpar jovens promissores.
Não dão direito a disputar competição x ou y.
Essa idéia de lugar garantido por conta de tradição e torcida é dos coronéis do futebol.
Lembre quem era contra o rebaixamento dos grandes.
Me desculpe, não quero ser agressivo, contudo preciso perguntar..
O indivÃduo deve ser respeitado por suas ações e idéias, ou pelo sobrenome?
Nada de regalias entre as 4 linhas.
A realidade é nÃtida: todos os campeonatos brasileiros por pontos corridos tiveram equipes sofrÃveis em demasia.
Durante a temporada ouço e leio sobre a má qualidade dos estaduais, o brasileirão nivelado por baixo, a falta de datas para amistosos e treinos de clubes e seleção.
Concordo!
Trabalho com isso, passo bastante tempo pensando em soluções.
Se alguém as tiver, por favor.
Meu raciocÃnio foi simples.
Os bons treinadores ajudam seus times quando conseguem corrigir os erros.
No blablablá até eu resolvo.
Teoria é fácil.
Na prática, eles fazem a diferença.
A prova disso são os segundos turnos, sempre de nÃvel técnico superior ao dos primeiros.
Vamos, então, dar aos estrategistas o tempo de treinamento necessário para a qualidade dos jogos melhorar.
Os clubes estão duros e deixam de receber milhares de dólares em amistosos internacionais por falta de datas?
Dêem a eles as datas!
O Barueri e o Santo André estão por mérito na primeirona.
Foram parabenizados nesse blog.
Respeitos seus feitos.
Sofreram bastante para chegarem na elite.
O problema é o baixÃssimo padrão de qualidade da segundona.
Ela também necessita melhorar.
Assim como as terceira e quarta divisões.
O maior número de times possÃvel na primeira divisão não ajuda em nada.
Se fosse tão simples, bastaria voltarmos ao patético perÃodo do “quando a Arena vai mal, mais um time no nacionalâ€.
Com 22, será pior que hoje. Com 28, ficará ruim. Com 40, péssimo. E assim por diante.
Não toquei ontem no assunto, entretanto minhas mudanças no calendário vão além.
O paulistinha tem 23 datas.
RidÃculo. O campeão da Libertadores joga 14 ou 16 vezes (depende se ele passou pela repescagem).
Para não extinguir o paulistinha, eu faria isso, deixaria, no máximo, 12 times na primeira divisão.
Turno único, os 4 mais bem classificados vão para a semifinal, uma partida apenas, vantagem do empate pertence ao primeiro que enfrentaria o quarto, e ao segundo que encararia o terceiro, antes da final em duas partidas.
Veja que beleza!
Catorze datas no paulistinha mais 30 no brasileirão, somam 44.
Hoje, para as duas competições, são gastas 61.
Dezessete de diferença!!!!!
Pretendo falar mais do assunto noutros posts.
Como fortalecer os times de norte e nordeste, de torcidas gigantes e apaixonadas?
Quem sabe regionalizando o torneio com os melhores.
Por que não uma Liga Sul-Americana de 16 times, com segunda divisão, por pontos corridos e jogos aos fins de semana?Â
Aproveito a “viagem”, e brinco com a idéia da Liga ter 8 times.
Três brasileiros, três argentinos, o campeão do ano anterior, mais o campeão da Libertadores que não teria equipes do Brasil e da Argentina?
Ou uma apenas com os melhores brasileiros e argentinos?
Boca Juniors (Estudiantes), River Plate, Independiente (Vélez Sarsfield), San Lorenzo (Racing), Flamengo (Cruzeiro), Corinthians (Palmeiras), São Paulo (Vasco) e Grêmio (Internacional, Santos, Fluminense, Botafogo, etc…), interessa?
Cabem nela da mesma maneira Estudiantes, Vélez Sarsfield, Racing, Rosário Central, Newell´s Old Boys, Cruzeiro, Palmeiras, Vasco, Internacional, Santos, Fluminense, Atlético MG, Botafogo, Atlético PR, Bahia, Coritiba, Paysandu, Remo, Vitória, Sport, Náutico, Santa Cruz, qualquer um que estiver bem, dará espetáculo em seus domÃnios.
A concorrência também melhora a qualidade.Â
E os pequenos?
Seus seguidores verdadeiros os amam sem que precisem atuar diante dos grandes.
Claro quer isso atrai, contudo visitas dos maiores não sustentam os menores
O estado do nosso futebol mostra o fracasso do atual formato.
Vale a pena deixar o pensamento ir longe.
As melhores saÃdas, numa atividade tão conservadora, talvez estejam no óbvio que choca.
Vi o documentário de Larry Flint, fundador da Revista Hustler.
Ele enfrentou várias batalhas judiciais, chegou a ser condenado, por se editor e proprietário da publicação com fotos de nu feminino.
 Se defendeu argumentando que não acontecia nada com jornais e revistas que mostravam fotos pesadas de soldados americanos mortos no Vietnã.
Perguntou o que era pior, mais apelativo, destrutivo?
Ajudou a mudar o comportamento do mundo ocidental.
Não imaginei, nestes posts, apresentar o formato ideal.
Apenas pretendo derrubar as fronteiras do padrão improdutivo.  Â
Não sei qual é a fórmula ideal.
Talvez haja várias boas e não a perfeitaÂ
Tenho outras certezas:
Os times estão sem grana, os cartolas são esse aÃ, a CBF é presidida por Ricardo Teixeira, vão levantar estádios para a Copa do Mundo ao invés de investirem no fortalecimento do futebol interno, o êxodo de jogadores parece incontrolável e os times grandes ou estão com o pires na mão, ou de cofres fechados.
Este é o verdadeiro futebol brasileiro!
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