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Categoria: Esportes
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A frase é de Renato Gaúcho, sobre si mesmo, após a ótima vitória vascaÃna, por 2×0, contra o Coritiba em pleno Couto Pereira.
Renato é realmente inteligente, não há dúvidas.
Mas parece um pouco menos quando externa tal opinião.
Técnicos com tal virtude também perdem.
Quando isso acontece, não deixam de ser inteligentes.
Da mesma forma como chamou a atenção para a improvisação de um zagueiro na lateral-esquerda, o Vilson, poderia tê-lo feito na hora dos erros, tal qual na derrota por 4×2 contra o Figueira, em São Januário, por conta da escalação suicida.
Mais que inteligentes, somos humanos, limitados, falhos, muitas vezes incapazes de influenciar nos rumos de nosso destino.
Renato parece desequilibrado emocionalmente, com vonta incontrolável de desabafar e calar a boca dos crÃticos.
Sob a tutela dele, os atletas vascaÃnos somaram 14 pontos em 33 possÃveis (11 jogos).
Antes, o time conseguiu 26 em 26 partidas.
A equipe evoluiu desde a chegada do treinador, entretanto ainda aquém do necessário.
O Furacão, pior entre os que estão fora da zona do rebaixamento, conseguiu 45 % dos pontos disputados ao longo da competição.
O Vasco, depois da contratação de Renato, tem quase 43% de aproveitamento.
A declaração do treinador, neste momento, denota uma goleada da vaidade na inteligência.
O resultado do trabalho será conhecido no domingo, contudo os atletas, tal qual nas derrotas, devem sentir que tiveram alguma parcela de responsabilidade na vitória contra o Coritiba.
Entre a boleirada, cai mal esse tipo de depoimento.Â
Podem ter pensado…
- Quer dizer que ele tira o time do rebaixamento, mesmo com uns grossos como nós, e se cairmos, ele fez o que pôde, mesmo apesar de nós ????
Por isso a entrevista de Renato foi pouco inteligente.
Desabafou, se elogiou, cobrou reconhecimento, e nada disso contribui para a rodada final.
Talvez atrapalhe.
Não peguei no pé de Renato nem quando falou que o Fluminense iria brincar no restante do brasileirão.
Achei que era o estilo dele.Â
Hoje, recomendo ao treinador que trabalhe melhor a inteligência emocional, para que a racional possa prevalecer.
Para ser um grande comandante, Renato Gaúcho tem longo caminho a percorrer.
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